A QUEM TEMEREI?

A QUEM TEMEREI?

 

 

Pr1.7 O temor do Senhor é o princípio da ciência; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução[...]29Porquanto aborreceram o conhecimento e não preferiram o temor do Senhor; 30não quiseram o meu conselho e desprezaram toda a minha repreensão. 31Portanto, comerão do fruto do seu caminho e fartar-se-ão dos seus próprios conselhos. 32Porque o desvio dos simples os matará, e a prosperidade dos loucos os destruirá. 33Mas o que me der ouvidos habitará seguramente e estará descansado do temor do mal.

 

O que será o medo, e de onde vem o temor? O que deveríamos e o que não deveríamos temer?

Com respeito a primeira questão,

Gn3.8 E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e escondeu-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. 9E chamou o Senhor Deus a Adão e disse-lhe: Onde estás? 10E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.

Esta foi a primeira vez que o homem temeu. O medo é uma conseqüência da transgressão, antes, enquanto perfeito em obediência não havia temor, não havia medo, mas consumado o pecado vem o temor. Adão enfim temeu. Desde então tememos as mais variadas situações, e um sem número de perigos.

O Temor do Mal

Como conseqüência do pecado e da desobediência do homem, toda sorte de mal adentrou ao mundo. A dor, o perigo, a morte. O homem já não era imortal!

Então passamos a temer, em essência tememos o mal. Temos medo de que a segurança do nosso lar seja violada, medo de sair a rua na madrugada, de assaltos, de perder o emprego, medo de demônios, de Satanás, medo da morte.

Contudo, observando o último versículo do texto introdutório (Pr1.33 Mas o que me der ouvidos habitará seguramente e estará descansado do temor do mal) percebemos que o temor do mal é uma fraqueza, e não tem espaço na vida do homem ou mulher que serve a Deus.

Sim, o mal entrou no mundo pelo pecado, e com o mal o perigo, a dor e a morte, mas havemos de lembrar de que Deus sempre teve um plano, e o seu plano não falhou, tudo isto estava previsto, e há um antídoto.

O plano de Deus vem se desenrolando através dos séculos, e já está perto o momento do seu desfecho. No apogeu do seu maravilhoso plano, Deus enviou seu filho Jesus Cristo, nos manifestando o seu amor, misericórdia e poder. O filho de Deus andou por essa terra, os cochos andaram, os cegos enxergaram, os que tinham dores foram sarados, os demônios foram expulsos, Satanás foi derrotado no deserto e até os mortos ressuscitaram. E então, no auge da sua pregação, da boca de Cristo se ouviu: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; (Jo 11.25)

Ora, depois que o homem passa a ouvir a voz de Deus, depois que ele conhece a Jesus Cristo, se entrega a Ele de corpo e alma e recebe o Espírito Santo em seu coração, nesta hora ele entende, ou deveria entender, que Deus o livrará de todo o mal, e que o mal que ele entes temia é como um grão de areia diante do poder do Deus que tudo criou. Então este pequenino homem, frágil e imperfeito, se depara com algo absolutamente fantástico, ele se percebe diante de todo o mal, contudo, destemido. E nessa hora lhe vem uma pergunta alucinante: E agora, a quem temerei?!

E este pequenino homem tenta se certificar perguntado-se a respeito dos piores males que lhe vem a mente: - Temerei a dor? Não, pois o Espírito Santo me consolará. Temerei a morte? Não, pois o Senhor me ressuscitará. Temerei o diabo? Não pois o Senhor o destruirá.

Obviamente não estou dizendo que se você entregou a sua vida a Jesus Cristo estará isento da influência do mal, pelo contrário, os apóstolos são exemplos de homens que sofreram dores e que provaram mortes horrendas, porém, se você servir a Jesus Cristo, tomando emprestada a frase de Jhon Pipper, “o mal lhe servirá”.

Mas ainda resta uma questão: A quem pertence o temor que há em mim?

O Temor de Deus

Mt 10.28 E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo.

Talvez você, como eu, tenha ouvido de algum “teólogo” que o temor de Deus a que a Bíblia tantas vezes se refere não deve ser tomado como um temor literal. Ora, eu não sou teólogo, nem quero entrar em picuinhas, mas de uma coisa sei, e é que não vejo nada tão literal quanto esse versículo, e não há hermenêutica que possa torná-lo menos contundente. O texto fala por si, e este que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo não é outro, senão Deus, a quem devemos todo o nosso temor e tremor.

Gn 20.11 E disse Abraão: Porque eu dizia comigo: Certamente não há temor de Deus neste lugar, e eles me matarão por amor da minha mulher.

Sl 36.1 A prevaricação do ímpio fala no íntimo do seu coração; não há temor de Deus perante os seus olhos.

II Co 7.1 Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.

O temor de Deus é o que nos diferencia dos demais. Nós o tememos porque o conhecemos, se alguém não teme a Deus literalmente este não o conhece e não conhece a si mesmo, porque Deus é o “Supremo-Bem”, nas palavras de Agostinho, e nós, verdade seja dita, e a própria Bíblia o diz, somos maus por natureza. Nunca podemos nos esquecer de que a única coisa que nos permite aproximarmo-nos de Deus é o sacrifício de Jesus Cristo. Não passamos a condição de justos depois da crucificação, passamos sim, a condição de justificados.

 

Pr 9.10 temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e a ciência do Santo, a prudência.

1 – Se eu não temer a Deus então não conheço absolutamente nada Dele.

 

Rm 3.9 Pois quê? Somos nós mais excelentes? De maneira nenhuma! Pois já dantes demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado, 10como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. 11Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. 12Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.

2 – Então devemos temer a Deus porque Ele e tudo o que Ele faz é bom, e nós todos somos homens maus. Devemos temer a Deus porque Ele é justo e nós todos somos injustos.

 

IJo 4.18 Na caridade, não há temor; antes, a perfeita caridade lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em caridade.

ICo 13.4 A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece, 5não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; 6não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; 7tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8A caridade nunca falha.

3 – mas, se alguém não admite temer a Deus, e realmente não o teme em momento algum de sua vida, então, ou esta pessoa está mais próxima de Deus do que todas as demais, ou ela está mais distante do que qualquer outra.

 

Conclusão

1 o temor entrou no mundo pelo pecado

2 o Senhor nos ordena a não temer mal algum

3 o Senhor requer todo o nosso temor para Si, na perspectiva de uma adoração

4 Haverá o dia em que mesmo o temor de Deus será lançado fora pelo perfeito amor por Ele derramado em nós.

 

Lembre-se de quem é Deus e de quem é o homem, lembre-se de que são inimigos, porque o homem é abominável em seus atos, enquanto Deus é perfeito em santidade, mas graças a Jesus Cristo, que por seu amor e sacrifício nos reconciliou com o Pai.

Se há algum temor, que seja todo para Deus. Se não há temor algum, que seja pelo perfeito amor.

 Tiago

 

 

 

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