AO CORRER DOS DEDOS PARTE 5 - CASAMENTO MARCADO!

AO CORRER DOS DEDOS PARTE 5 - CASAMENTO MARCADO!

 

Podem, porventura, os filhos das bodas jejuar, enquanto está com eles o esposo? Enquanto têm consigo o esposo, não podem jejuar. Mas dias virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão naqueles dias. Mc 2.18-20.

        Os filhos das bodas são os convidados e amigos do noivo, segundo o costume judaico. Ora, bem sabemos quem era o noivo, era Ele. E a sua noiva é a Sua Igreja.

        Tal como ele prometeu vir buscar a Noiva, o noivo judeu vai buscar a sua noiva, acompanhado de seus amigos, no dia do casamento. Embora as bodas dos judeus durem sete dias, a noiva já é tratada como tal trinta dias antes das bodas, de maneira que os preparativos já começam a partir daí. E a partir daí também, o noivo fica na presença de seus amigos mais íntimos, os filhos das bodas, com quem mais tarde irá buscar a noiva para o casamento. O clima de festa contagia a todos.

        Eis os filhos das bodas do Cordeiro, os seus apóstolos, que trarão a Sua noiva até Ele irrepreencível. E quando o Cordeiro andava pela terra o casamento já estava marcado, a Noiva já era conhecida Dele, e iniciavam-se os preparativos, de forma que o clima era de festa.

        Porém, a alegria era restrita ao noivo e a seus amigos, de sorte que todos os demais não sabiam que as bodas estavam marcadas. Estes jejuavam, entristeciam-se, e não compreendiam a alegria daqueles.

        Bom, disse Jesus, ‘eles estão alegres porque estão com o Noivo, Eu Sou, e não podem entristecer-se, pelo contrário, logo, também não devem jejuar’. De fato o jejum traz consigo a tristesa, a apatia, o desânimo, mas é aquela tristeza útil, segundo Deus, que ‘traz arrependimento para a salvação’(IICo7.10), e nos dá até poder para expulsar algumas castas de demônios, que só obedecem se tiverem em sua frente uma barriga vazia (Mc9.29).

        Tudo era alegria, até que o Noivo foi tirado, e os filhos das bodas até hoje se entristecem, e agora jejuam, e aguardam que retorne o Noivo, como também aguarda a sua Noiva, pura e paciente.

        E quando a Noiva for levada a morada do Esposo, as bodas durarão sete dias, que podem ser entendidos como sete anos, por uma equivalência misteriosa e divina desses dias/anos expressos em Daniel e Apocalipce. Não é coincidência que depois de a Igreja/Noiva ser tirada da terra não se tenha noticias nem dela nem do Noivo por sete anos. Pois na morada do Noivo haverá festa, fartura em lugar de jejum, gozo em lugar de esperança, pois não haverá o que esperar. Mas aqui, haverá tribulação.  

        Aguardamos Aquele que nos trará a plenitude, que suplanta a experança.

 

        Tiago

 

 

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