Em que não crer!

Em que não crer!
“A maneira como vemos o mundo pode mudar o mundo.” (COLSON, Charles. PEARCEY, Nancy)
Podemos chamar de ‘cosmovisão’ a visão geral que temos de todo o Universo, Matéria e Energia, ou seja, envolve também a maneira como respondemos as seguintes perguntas: Quem sou eu? De onde vim? O que há de errado com o mundo? O que fazer para consertá-lo? Para onde vou?
É possível trabalhar também, com outras sete questões:  (1) O que é realmente verdadeiro? (2) Qual é a natureza da realidade externa, isto é, do mundo ao nosso redor? (3) O que é um ser humano? (4) O que acontece quando uma pessoa morre? (5) Por que é possível conhecer alguma coisa? (6) Como sabemos o que é certo e errado? (7) Qual o significado da história humana?
Você já parou para pensar que cosmovisão tem guiado seus pensamentos e servido de base para as opiniões que tem sobre todos os assuntos? A cosmovisão é como uma lente através da qual vemos o mundo e tudo que nele há. É o conjunto que forma e é formado pelos nossos princípios, crenças e esperanças.
Teologia e filosofia são campos especializados na investigação da cosmovisão. Ambas precisam que tenhamos uma quantidade mínima de inteligência, conhecimento e instrução para serem sadiamente estudadas, ou seja, são ciências melhores manuseadas por seus especialistas. Isto não é dizer que o leigo inteligente não possa abordá-las; mas sim, que os leigos têm uma desvantagem maior. Isso ocorre com todas as ciências. Em todos os campos há homens e mulheres profissionais e especializados, o mesmo ocorre na Teologia e filosofia.
Porém a cosmovisão é um assunto totalmente diferente.  Você não necessita de títulos ou habilidades especiais para ter uma perspectiva na vida. Sabedoria bíblica ou sã doutrina não aumentam com o avanço do treinamento teológico. Se aumentasse, os profetas e apóstolos, para não mencionar o próprio Jesus, teriam sido totalmente deficientes comparados com os brilhantes e jovens teólogos de hoje que acabam de sair de uma faculdade. Brilhantismo acadêmico é algo totalmente diferente de sabedoria e de senso comum - e uma cosmovisão é uma questão de sabedoria e senso comum, seja bíblico ou não.
Nossa cosmovisão é formada pela educação que recebemos em casa, na escola e nas universidades, pela cultura dos locais em que vivemos, e pelo que aprendemos lendo ou ouvindo, e até mesmo experimentando. Sabemos, que o que sabemos, não é de fato criação de nossas mentes solitárias, mas sim um conjunto do que aprendemos de outros, e no caso de alguns de nós, soma-se à revelação do Espírito Santo. Aqueles à quem o Espírito Santo ensinou, estão em vantagem comparado àqueles que supostamente aprenderam sozinhos o que sabem em relação à sua cosmovisão. Venha de onde vier, sua visão do mundo e da verdade influenciam sua vida.
Como cristãos, a nossa cosmovisão deve ser bíblica e centrada na certeza de verdades absolutas. Infelizmente, na época em que vivemos, o pós-modernismo tem trazido consigo idéias que tendem a nos fazer repudiar as possibilidades de um conhecimento sólido e seguro da verdade.
Antigamente, os filósofos da Grécia Antiga admitiam a validade da verdade e do conhecimento. Cerca de 500 a.C. começaram a pressupor que para se descrever a verdade e o conhecimento era preciso explicações naturalistas. Pelo menos, o alvo da filosofia humana costumava ser uma verdade sem Deus, ainda assim buscava-se a verdade. Hoje, vemos espalhar-se uma noção de Deus sem a verdade, ou seja, um deus subjetivo que você cria, e servirá somente à você como sua ‘espiritualidade pessoal’. O propósito é esquecer-se do conhecimento seguro. Parece que a preocupação em desbancar Deus deu lugar à desbancada da verdade.
Sobre essa nova época de engano, John MacArthur  afirma:
“Até o fascínio que a religião do modernista tinha pela alta crítica deu lugar à espiritualidade abstrata.[...] A incerteza é a nova verdade. A dúvida e o ceticismo foram canonizados como uma forma de humildade. O certo e o errado foram redefinidos em termos de sentimentos subjetivos e de perspectivas pessoais. O objetivo do pós modernismo é a desconstrução sistemática de qualquer reivindicação da verdade. As ferramentas principais que estão sendo utilizadas para realizar isso são: o relativismo, o subjetivismo, a negação de todo dogma, a dissecação e o aniquilamento de toda definição clara, o questionamento implacável a todo axioma , e exaltação indevida do mistério e do paradoxo, e exagero deliberado de toda ambigüidade e, acima de tudo, o cultivo da incerteza de tudo.”
O pensamento atual é que, só porque não podemos saber nada com perfeição, não podemos saber nada com qualquer grau de certeza. Porém, o fato de não termos um conhecimento pleno à respeito de uma disciplina, não significa que tudo que sabemos é incerto. Você pode não conhecer tudo sobre física quântica, mas isso não lhe impedirá de somar com perfeição dois mais dois.
Você poderá mudar de opinião a respeito de alguns assuntos a medida que amplia seus conhecimentos, o que ocorre com mais facilidade quando se trabalha com ciências sociais ou humanas. Mas no caso da matemática, por exemplo, sua opinião não importa muito quando a verdade inalterável é que se eu somar mais duas laranjas ao cesto onde haviam outras duas, no final terei o dobro de laranjas, quatro.
Sendo assim, o fato de não conhecermos tudo não significa que somos incapazes de conhecer em parte.  Nós, que queremos contar com o vantajoso auxílio do Espírito Santo na formação de nossa cosmovisão e sabedoria, não podemos nos deixar enganar pelo relativismo, pois assim estaríamos comprometendo nossa moralidade e esperança. “Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganho, antes recebamos o inteiro galardão. Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis.” II João 7-11.
 
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Ana Caroline Campagnolo

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